quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia de comemorações

Primeiro relato

Acabo de chegar do supermercado. Passei para comprar alguns produtos para a dieta. Achei poucas coisas e algumas estavam muito caras. Meus amigos fofos me orientaram nessa primeira compra e depois ainda me levaram para me despedir do McDonalds. Como pode? Como existem pessoas que transformam nossas vidas?!

Nessa nossa caminhada, há tantas pessoas nos ensinando atalhos, outras nos levando para descansar de pernas pro ar em algum lugar. E como é fácil confundir com amigos essas pessoas que facilitam nossas vidas. Mas, um dia, por acaso (ou por algum motivo que não sabemos explicar) nos deparamos com pessoas que viram nossa vida de cabeça para baixo, sacodem tudo que não presta e nos colocam para o caminho certo. Não há nenhuma esteira para nos ajudar, nem pontos de parada para descansar... pelo contrário, são verdadeiras trilhas com várias escaladas. Mas o próprio caminho já é tão lindo e maravilhoso, que às vezes até duvidamos se realmente merecemos estar ali. Até que vemos algo que parecia estar esperando por nós com uma plaquinha "especial para você". É assim que me sinto agora... embora às vezes encoste em uma árvore e passe mais tempo do que deveria, sinto que estou no caminho certo.

Queria tirar minhas medidas, mas não achei a fita métrica. Depois pego os valores que a nutricionista anotou na minha consulta. Apesar de pouca variedade, já tenho o suficiente para seguir minha dieta amanhã. Já passaram-se 15 minutos. Vou dormir que amanhã uma nova vida me espera.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Falta 1 dia!

Amanhã é 28 de outubro de 2010. O "dia cabalístico" escolhido ao acaso que me acompanhou durante os últimos 100 dias como um marco na minha história. A partir de amanhã existirá uma nova Patricia. Alguém mais madura, mais confiante, mais dona de si. Alguém que se preocupa com sua alimentação, seu corpo, sua saúde, seu futuro.

O resultado dos meus exames foi muito bom. Ainda assim, minha nutricionista preferiu me passar uma dieta vegetariana de 30 dias. Terminado este período voltarei a fazer exames e aí sim ela me passará a dieta vegana.

De qualquer forma, a partir de amanhã, serei vegana no meu comportamento, no meu consumo consciente, na minha ideologia, no meu respeito aos animais, na minha vontade de me superar sempre. Não serei totalmente vegana em relação a minha alimentação. Preferi seguir os conselhos da nutricionista que me aconselhou a não ser radical. Com esta nova dieta, já mudarei muita coisa. Ainda continuarei consumido derivados de leite e ovo, como um vegetariano ovo-lacto, mas cortarei todos os tipos de carnes. E quem me conhece sabe que isso já significa mudar 90% da minha alimentação.

Vou continuar escrevendo no blog sobre como tem sido minhas experiências. Sei que não será nada fácil, mas estou disposta a mudar. Obrigada a todos que me acompanharam durante este processo. Este é apenas o começo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Fase final de preparação: nutricionista

Ontem fui a nutricionista. Ela me fez perguntas sobre meus hábitos alimentares, minha saúde, meu condicionamento físico... e eu relatei que passei anos da minha vida com uma dieta de junk food com uma variedade muito pequenas de alimentos e da minha resistência para experimentar novos sabores. Por fim, disse que estou disposta a mudar pois a partir do dia 28 de outubro quero me tornar vegana. Nesta hora ela riu... Eu disse "meus amigos ficaram chocados quando eu falei". Ela disse "imagino, alguém que só come hamburguer e pizza virar vegana é realmente um choque".

Ela me passou uma série de exames e disse que até a próxima quarta-feira vai avaliar tudo que eu falei para me fazer uma proposta. Os exames, se possível, devem ser feitos antes disso para que ela já leve em consideração. Liguei no laboratório agora e acho que poderei fazer hoje, no sábado. Mas como não me preparei, só poderei ir depois das 10h, já que comi ontem tarde da noite. Espero que esteja tudo ok, pois ela me explicou sobre os riscos de entrar para uma dieta monótona como a do veganismo sem ter uma consciência maior sobre cada alimento e cada nutriente. Ela me disse que eu corro o risco de sair de uma dieta monótona como a minha e entrar em uma mais monótona ainda, se eu não tiver a preocupação de variar meu cardápio para buscar todos os nutrientes necessários.

Ela também me esclareceu alguns mitos. Disse que geralmente quem tem deficiência de vitamina B12 é porque seu organismo não processa normalmente. Então, ela pode ser a maior carnívora e mesmo assim não aumentar sua quantidade. Da mesma forma, um vegetariano pode apresentar valores altos de B12. Então, o que devo fazer é descobrir como meu organismo funciona em relação a esta vitamina para acompanhar meu processo com mais cuidado. Mas, a B12 tem mais a ver com o organismo da pessoa do que com a sua alimentação.

Outra coisa interessante que me explicou é que o hemograma completo não indica a quantidade real de nutrientes no organismo da pessoa. Por exemplo, o ferro que está no hemograma é apenas o ferro presente nas hemácias. Eu posso apresentar uma quantidade normal, mesmo estando deficiente. Por isso, pediu um exame específico para o ferro.

Conversei sobre a possível necessidade de adiar. Ela riu da minha data marcada e disse que por enquanto vai tentar se programar para esta minha data cabalística. Mas, que só depois poderemos saber se realmente continuarei com esta data.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Reta final



Amanhã já é outubro. Estou na reta final. Passou voando. Achei que teria tempo de experimentar mais coisas. Minha dieta ainda está muito restrita. A ideia era abrir mais o leque de opções antes de restringir mais ainda. Sempre tive uma dieta restrita. Restrita por minhas próprias limitações... escrava do meu paladar. Tentei abrir bastante, mas foi difícil vencer minha resistência. Agora preciso ser mais eficiente na introdução de novos elementos. Na próxima semana tenho uma consulta marcada com uma nutricionista. Até lá vou tentar experimentar novos sabores.

Décima sexta vegan - 24/09/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão Francês

Almoço
- Salada: tomate, alface, cenoura
- Bolinho de arroz
- Batata frita
- Suco de limão
- picolé de limão

Lanche da tarde
- Biscoito waffer
- Chocolate meio amargo

Jantar
- Batata frita
- Caldo de feijão

Impressões:

Foi uma sexta-feira comum... quase não lembrava quer era a sexta vegan. Almocei em um self service com poucas opções vegetarianas, mas ainda consegui encontrar um bolinho de arroz, que já havia experimentado antes e gostado. A noite fui caminhando para a rodoviária e fui sonhando com um sorvete de prestígio. Quando cheguei lá que me lembrei que era sexta. Comprei um chocolate meio amargo na Cacau Show...

Resisti:

Ao sorvete de prestígio delicioso da sorveteria do conjunto nacional.

Despedidas da décima semana

tapioca com queijo
sanduiche cheeseburguer no cachorro quente da ponte
McFish McDonalds

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Já posso virar vegan



Experimentei finalmente um chocolate branco vegano! Encontrei no Restaurante Boa Saúde.

Tri Gostosos
Chocolate Branco com castanha de caju
Sem Lactose, Sem Açucar, Sem Glúten
Ingredientes: Msnteiga de Cacau, Extrato de Soja Desengordurado, Edulcorante Natural Maltinol, Maltodextrina, Fibra de Polidextrose, Lecticina de Soja, Sucralose, Aromas, Castanha de Caju Torrado.
Fabricado por: DEJC Alimentos Ltda. - Indústria e Comércio. Av. João Sucato Coradin, 4.350 - Zona Rural 84.430-000 - Campina Grande do Sul, PR. Tel. (41) 3338-9584.

Só achei o preço um tanto carinho... Uma barrinha de 6g custa R$ 0,50.

A outra opção de chocolate branco, já indicada aqui no site, pode ser solicitada no site www.chocovegan.com. Os preços são ainda mais salgados. Uma barrinha de 25g custa R$ 4,00. Esta eu ainda não experimentei.

Nona sexta vegan - 17/09/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão Francês

Almoço
- Salada: tomate, alface, pimentão, cenoura
- Suco de laranja com acerola e agrião

Lanche da tarde
- Biscoito waffer

Jantar
- Batata frita
- Sanduíche veggie take: hamburguer de grão de bico com beringela, cogumelo shitake grelhado e pesto de rúcula
- Limonada

Impressões:

Está se tornando mais fácil experimentar novos sabores. Pedi o sanduíche sem olhar para os ingredientes ou pensar em tirar alguma coisa. E achei bem saboroso. Como estava na onda de experimentar, ainda saí experimentando os molhos com a batata frita. Eu que nunca gostei de nenhum molho, sempre passei longe de ketchup, mostarda ou maionese, saí experimentando todos e adorei o agridoce e um outro apimentado... claro que não os devorei como meus amigos, só comi um pouco. Ainda tenho que dar um jeito de experimentar outros carboidratos para comer durante o almoço.

Resisti:

Ao chocolate branco que tinha esquecido na mochila, aos sanduíches com carne na lanchonete nova.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Despedidas da nona semana

Pizza quatro queijos da Bruno's
Sorvete baunilha casquinha McDonalds
Picolé de coco com leite condensado

Oitava sexta vegan: 10/09/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão francês

Almoço
- Salada: tomate, alface, pimentão, cebola, palmito, cenoura

Lanche da tarde
- Batata frita
- Biscoito tortilha nestle classic

Jantar
- Pizza vegan: massa, molho, palmito, rúcula, tomate, cebola, pimentão, champingnon, azeitona.

Impressões:

A sexta vegan está se tornando um hábito. Já a planejo com antecedência e programo meu cardápio. As pessoas também já estão se acostumando e se lembram do que podem ou não me oferecer durante o dia. A pizzaria perto da minha casa tem uma boa opção vegana e corro risco de me viciar a pedir sempre lá.

Resisti:

Pizza de mussarela no Boa Saúde (em dias não-vegans tenho comido pizzas no Boa Saúde junto com as saladas para completar meu cardápio com um carboidrato). Chocolate ao leite.

Despedidas da oitava semana

Brigadeiro
Cocada com leite condensado
Doce de leite
Caldo de feijão feito com carne

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Salada de Aipo e Tofu

<a href="http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&from=&vid=ad858968-a411-59fd-d338-18d91ad9c92a&from=pt-br&fg=dest" target="_new" title="Salada de Aipo e Tofu">Vídeo: Salada de Aipo e Tofu</a>

Sétima sexta vegan: 03/09/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão Francês

Almoço
- Salada: tomate, alface, pimentão
- Castanha de caju, castanha do pará
- Brotos vários tipos (feijão, alfafa...)

Lanche da tarde
- Biscoito cookies integral
- Biscoito Nestlé classic tortilha

Jantar
- Tapioca
- Suco de laranja

Impressões:

Pela segunda vez fui a um evento social em uma sexta vegan. Como estava acompanhada de outra vegana, foi um pouco mais fácil. Mas no primeiro café não encontrei nada para comer. Ela comeu sopa. Eu bebi um suco de laranja, apenas. No segundo, pedimos uma tapioca com coco. Apesar de pedirmos para o recheio ser apenas coco, ainda veio com manteiga, eu não percebi, mas a Cida soube já na primeira garfada. O garçom concordou em trazer outra sem cobrar a mais.

Resisti:

Salgadinhos de queijo, presunto, salsicha. Sanduíches com queijo.

Despedidas da sétima semana

Sanduíche Melt Subway
Filé de Peixe assado
Sorvete prestígio

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Por que vegan?

Depois de alguns "vegan days" levando a sério a restrição na dieta, amigos e familiares estão se perguntando se minha decisão é mesmo séria. E muitos me questionam novamente o motivo. No meu primeiro post expliquei minha tragetória, como passei anos comendo junk food, como tentei algumas vezes melhorar a dieta, mas sempre voltava ao fast food e como conheci o veganismo. Em outubro de 2009 disse a minha amiga "vou virar vegana só porque te amo". Isto é lindo, mas não é inteiramente verdade.

O amor é transformador. Por ele somos capazes de mudar nossas convicções, largar vícios, mudar nosso estilo de vida, enfim, buscar nossa evolução, nos tornar melhores. E neste sentido, ela é sim minha musa inspiradora. Mas ao fazer essa afirmação, algumas pessoas entendem que farei isso por ela e não por mim, como se quisesse agradá-la tentando me tornar quem não sou, ou como se eu tivesse uma mente fraca e fosse altamente influenciável. Pelo contrário, me considero bastante crítica e, diferente do que costuma fazer, a Cida nunca tentou me convencer a adotar sua filosofia de vida. Acredito que porque no fundo ela já sabia que eu já estava convencida.

Conseguir viver sem causar nenhum dano a nenhum outro ser vivo senciente é um ato admirável. Acompanhar por um ano e meio o quanto isso é importante para ela, o quanto leva a sério e o quanto se envolveu de corpo e alma nesta luta é inspirador. Mas eu sempre achei que não conseguiria viver sem a alimentação que estou acostumada. Sou dependente de meu paladar. E um paladar que desenvolvi na infância e nunca mais expandi as alternativas. Sempre difundi o discurso do livre-arbítrio e me orgulhei de ser responsável por cada escolha da minha vida, fazendo sempre apenas o que quero fazer. Mas, entrava em contradição ao dizer que não conseguia ter uma alimentação saudável, não conseguia experimentar novos pratos, não conseguia deixar de comer besteira. Claro que consigo!

Minha decisão de me tornar vegana é sim uma tentativa de tornar este mundo melhor e me tornar uma pessoa melhor, foi sim inspirada pelo estilo de vida de uma pessoa que amo demais, mas é, antes de mais nada, uma decisão minha, para me fazer feliz, para provar a mim mesma que posso ser, fazer, me comportar como eu quiser. E eu escolho um estilo de vida saudável e ético. E estou disposta a enfrentar meus traumas e minha aversão a experimentar novos sabores.

Depoimento de uma ex sedentária

Desde que decidi entrar no mundo verde, venho buscando uma vida mais saudável. Comprei minha bike 8 de agosto e venho pedalando diariamente desde então (interrompi por uma semana para viajar para Natal, mas troquei por bodyboard surfing...rs). Voltei de viagem nesta segunda e na terça fiz uma caminhada, na quarta pedalei e hoje comecei minha natação. O professor me elogiou, disse que nado muito bem e só preciso trabalhar o condicionamento físico. Perguntou há quanto tempo eu não nado... fiquei com vergonha de dizer 11 anos, disse que há mais de 5. Cansei como nunca, mas depois caminhando de volta para casa já pude ver a diferença. Que ar puro, que dia lindo, que harmonia com a natureza... Às penso que minha natureza é aquática e estou aqui tentando uma vida terrestre longe de meu habitat natural.

Decidi que a partir de agora minha rotina será:

- Segunda-feira: 60 min de Bicicleta
- Terça-feira: 50 min de Natação + 20 min de Caminhada
- Quarta-feira: 60 min de Bicicleta
- Quinta-feira: 50 min de Natação + 20 min de Caminhada
- Sexta-feira: 60 min de Bicicleta
- Sábado: 50 min de Natação + 15 min de Bicicleta
- Domingo: Caminhada no parque

E com isso garanto minha saúde pelo resto dos meus dias vivendo por aqui... =)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sexta sexta vegan: 27/08/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão Francês

Almoço
- Batata assada
- Salada: tomate, alface, pimentão

Lanche da tarde
- Biscoito cookies integral

Jantar
- Maçã

Impressões:

Foi meu primeiro grande desafio vegan: aniversário da minha avó. Prato principal: churrasco. Pratos secundários: brigadeiros, beijinhos, balinhas, chocolates... Família grande, pessoas diferentes, pensamentos diferentes, mentes não muito abertas ao diferente... Conheci o grande desafio de ser vegana: a pressão social. Comi uma carninha... um queijo assado... uns docinhos... como assim não come bolo? (essa escuto desde criança)... Mas, me saí bem. Minha irmã guardou uns docinhos para eu comer depois da meia noite. Quando deu a hora fui com sede ao pote, mas me senti uma impostora só esperando dar meia noite para voltar a ser carnívora. Então comi uma maçã e fui dormir.

Resisti:

Brigadeiro, beijinho, bombom, chocolate serenata de amor, m&ms, churrasco e queijo.

Despedidas da sexta semana

Cheddar McMelt - McDonalds
Carne de sol
Lagosta
Camarão
Peixe frito
Sorvete Napolitano Nestlé
Chocolate Branco Batom

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quinta sexta vegan: 20/08/2010

Cardápio:

Café-da-manhã
- Não comi nada, saí atrasada.

Almoço
- Alface (vários tipos)
- Tomate
- Cebola
- Rúcula
- Cenoura

Lanche da Tarde
- Chocolate 55% cacau - Garoto
- Ruffles
- Pipoca nhac

Jantar
- Pizza vegana: champignon, palmito, tomate, cebola, pimentão e azeitona.

Sobremesa
- Cookies chocolate (sem leite).

Impressões:

Hoje acordei atrasada, com muito sono ainda, levantei no pulo e saí. Minha mãe insistiu para tomar o leite dizendo "ninguém vai saber que você tomou"... rsrs. Eu disse: "mas não estou fazendo isso para ninguém não..." Mas acabei saindo sem comer. Este é um comportamento que preciso mudar, raramente sinto vontade de comer nas primeiras horas do dia e arranjo qualquer desculpa para não comer. Na hora do almoço quase desisto de comer algo saudável por pura preguiça, mas acabei indo ao restaurante Tribo. Infelizmente não tinha nem o bolinho de arroz nem o kibe de soja que gostei. Acabei comendo só salada. Mas, me senti saudável. O problema é meu vício em chocolate, comprei o amargo para saciar minha vontade. A noite acabei caindo na pizza, mas até me senti bastante saudável com a opção vegana... é um sabor totalmente diferente de pizza do que estava acostumada a comer, aliás com tanto recheio vegetal, mal sinto o que costumava dizer ser o sabor da pizza. Mas estou gostando muito e acho que estou caminhando.

Resisti:

Ao meu tradicional leite com sustagem de manhã cedo, ao salgadinho doritos queijo que o Anderson ofereceu. Aos sanduiches do bobs ao lado do trabalho quando estava morrendo de preguiça de caminhar no almoço e ao sanduiche de queijo quando cheguei em casa e parecia a única opção.

Despedidas da quinta semana

Crepe de cheddar - Crepe de Paris
Pizza de presunto - Dominos
Enroladinho de presunto
Enroladinho de salsicha
Bolinha de queijo
Sanduíche cheeseburguer bacon - Burger King
Chocolate Ovo Maltine - Hersheys

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Filosofia do Veganismo

30 de novembro de 2009

Veganismo é uma filosofia e prática de vida e compaixão, este tipo caminho tem sido seguido por algumas pessoas em todos os tempos da história da humanidade; Através disso, somente recentemente a palavra vegan (VEEGN), foi utilizada para distinguir os vegan dos vegetarianos, e o movimento vegan acabou tornando-se uma sociedade.

A primeira sociedade vegan, foi organizada e fundada em 1944 na Inglaterra. E em 1960, H. Jay Dinshah, fundou a sociedade vegan Americana. E de lá para cá mais de 50 sociedades fora criada em todo o mundo. Um vegetariano é alguém que vive basicamente de produtos alimentares do mundo vegetal, com a adição ou sem uso de ovos e leite e derivados. O termo vegetariano refere-se unicamente a um tipo de dieta, e não algum tipo de produto ou alimento animal.

As razões para se tornar-se um vegetariano, basicamente são 4, ora por questões éticas ou de saúde, economia ou religião ou qualquer combinações destas.
A ênfase na América tem sido por questões de saúde e na Inglaterra por questões de Ética.

A questão principal é a ética. Um vegetariano como já sabemos não come nenhuma espécie de carne mas come ovos e leite assim como seus derivados.
Um vegan além de não comer nenhuma carne, não come nenhum derivado animal.

A sociedade vegan Britânica dá uma excelente definição sobre Veganismo: “Veganismo é uma forma de vida que exclui todas as formas de exploração e crueldade contra o reino animal. Inclui o respeito por todas formas de vida. Isto se aplica no uso da prática de viver somente de produtos derivados do mundo vegetal.”

A exclusão do uso da carne vermelha, de peixes, de aves, ovos, mel, leite ou derivados, encoraja o uso de formas alternativas de produtos vegetais.

Veganismo lembra o homens de sua responsabilidade, pelos recursos naturais e faz com que ele busque caminhos de manter o solo e o reino vegetal saudável, assim como o uso correto dos materiais da terra.

Através desta definição você percebeu que o Veganismo é muito mais do que uma questão de dieta. Vegan é contra a matança, judiar ou explorar os animais.
Vegan é também interessado em ter um excelente padrão físico, emocional, mental e espiritual.

Nós devemos tomar uma decisão importante em selecionar o tipo de produtos que usamos. E cada uma de nossas atitudes através de todas as formas de vida.
Como nós decidimos ou agimos, nós influenciamos circunstancialmente toda a existência e tipos de vida a volta de nós humanos e outros de qual compartilhamos este planeta.

Nós podemos escolher viver em harmonia ou discórdia, em compaixão ou com crueldade (mesmo sem intenção). Os vegans também não usam produtos derivados de animais como: Lã, couro, peles, ou roupas ou moveis, artezanatos, sabões ou cosméticos que contenham produtos de origens animal, nenhuma escova feita de cabelos, ou travesseiro de penas etc.

Um vegan não pesca, não caça, não aprova o confinamento de animais nos circos ou zoológicos, ou rodeios ou touradas. Um vegan não se submete a vacinação ou soro feito de animais, ou drogas que foram testadas cruelmente em animais.
Há fortes razões de saúde e Ética contra estas práticas médicas.

Talvez está lista de coisas seja muito difícil de seguir, mas é unicamente para lhe mostrar como é grande e extensa a lista de produtos que normalmente usamos ao longo de nossas vidas, é baseada em produtos ou substancias derivadas de
animais. Principalmente porque o mercado de vendas destes produtos, só pensam em aumentar seus lucros, independente da exploração das pobres criaturas que vive a sua volta.

O curioso é que existem muitas alternativas, mais humanas para qualquer tipo de produtos de origem animal, como vimos no caso da dieta alimentar. Basta estarmos atentos e procurarmos. Na América do Norte e Europa, tem crescido
grandemente o comércio de produtos não derivados de
animal. Isto tem ocorrido devido, ao aumento de consciência do respeito, ao meio ambiente e, a compaixão a todas as formas de vida. E com a vantagem de trazer crescimento social e econômico.

A preocupação do veganismo é dar maior significado e dignidade a vida, e com a diminuição do sofrimento dos animais o sofrimento da raça humana também será aliviada. Será isso uma nova forma de vida? Basicamente não, mas é uma forma de expressão do amor, da compaixão e na verdade, é o caminho que traz a harmonia do meio ambiente.

Fonte: Syntonia
Original disponível em: http://www.anda.jor.br/?p=34341

Receitas de Leites Vegetais

Leite de Amêndoas
Fonte: http://www.eurooscar.com/

12 a 20 amêndoas sem pele, já hidratadas.
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.

Como fazer

Bata as amêndoas com a água, no liquidificador.


Leite de Amêndoas Morno
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Leite de amêndoas;
Meia colher de café de suco de gengibre ralado;
1 colher(de café) de canela em pó;
Melado ou açúcar mascavo.

Como fazer

Misture bem, todos os ingredientes, e e os aqueça em fogo muito brando, por poucos segundos.


Leite de Arroz Integral ou outros Cereais, para bebês
(Consulte um pediatra naturalista)
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Cozinhe bem o arroz integral ou outro cereal; aveia, trigo ou cevada.
Bata no liquidificador e coe em seguida. Essa pasta deve ser mantida na geladeira, em recipiente fechado.
No preparo da mamadeira, use 3 colheres de sopa ( ou mais, conforme o apetite da criança) dessa pasta, misturada com água morna ou chá fresco de ervas naturais.
Como opção, pode-se adoçar. Nesse caso, empregue açúcar mascavo de boa procedência e se possível de cultivo orgânico. A frutose talvez seja mas suave para um bebê.
De acordo com a experiência e intuição, pode-se misturar um ou outro dos leites vegetais apresentados nesta obra.


Leite de Aveia
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Pôr de molho a quantia desejada de aveia, no dobro em água, em recipiente de louça ou vidro.

Após 2 horas, bater no liq. Coe num pano. Pode pôr mais água, se ficar engrossado.

Leite de Brotos de Soja (Moyashi)
Fonte: http://www.eurooscar.com/

½ xícara de brotos de feijão-soja (moyashi);
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.

Como fazer

Bata os moyashis com a água, no liquidificador, e coe.


Leite de Castanhas-do-Pará
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Itens

1 colher de sopa de aveia,
1 xícara de castanhas-do-Pará,
1 litro de água fervente.

Como fazer

Antes, dilua a aveia em água fria. Leve-a para ferver. Espere esfriar um pouco e bata no liquid., com as castanhas.
Coe num pano ou peneira fina. Ponha 1 pitada de sal. Adoce com melado.


Leite de Coco
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Ralar um coco (não use nada de alumínio) e o deixar ferver com água por 40 minutos.

Mexa um pouco, com colher de pau e então bata por 5 minutos no liquidificador.

Coe com um pano de algodão bem limpo.

Rico em proteínas, saboroso, ótimo para doces e sem os aditivos químicos do similar engarrafado.



Leite de Gergelim

Fonte: http://www.eurooscar.com/

¼ xícara de semente de gergelim germinado ou hidratado;
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.

Como fazer

Bata as sementes com a água, no liquidificador. Em seguida, coe.


Leite de Girassol
Fonte: http://www.eurooscar.com/

½ xícara de semente de girassol germinada ou hidratada (que ficou de molho em água);
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.

Como fazer

Bata as sementes, com água, no liquidificador e coe.



Leite de Soja (Extrato)
Fonte: http://www.eurooscar.com/

Dissolvem-se, geralmente, 2 colheres de sopa do extrato solúvel de soja, em pó, à venda no comércio (ver a validade), em 1 litro de água.


Leite de Soja (dos grãos)
Do livro A Cura e a Saúde pelos Alimentos
Dr. Ernst Schneider.

Ingredientes

2 xícaras de soja em grão;
2 litros de água.

Jeito de fazer

1. Selecionar a soja e lavar bem com várias águas.
2. Deixar de molho durante 8 a 12 horas.
3. Descascar o grão:
a) Eliminar a água em que os grãos ficaram de molho.
b) Pôr os grãos num pano de prato ou saquinho.
c) Apertar as pontas do pano e fazer movimentos fortes, ou passar sobre o pano e grãos o rolo de abrir massas, várias vezes, com força.
d) Embaixo de água corrente, numa vasilha grande, apertar com os dedos e ir trocando a água até o grão ficar plenamente limpo.

4. Bater os grãos limpos no liquidificador com 1 litro de água e levar tudo para cozinhar, em um caldeirão grande. Incluir outro litro de água.

Mexer sempre.

Ferver lento, durante 35 minutos, a contar do início da ebulição. Depois que iníciou a fervura, coloque um pratinho de porcelana no fundo da panela. Assim não grudará.

5. Desligar o fogo e deixar esfriar.

6. Coar em seguida, empregando um pano de malha aberta, torcendo a trouxa que se forma.

7. Completar juntando água necessária, de jeito a se obterem, no fim, 2 litros de leite de soja.
Esse leite pode ser armazenado na geladeira por vários dias. Para melhorar o sabor do leite, incluir um pouquinho de sal, baunilha ou canela em pau.

O resíduo, ou massa de soja que sobrou, conhecido também como okara, pode ser armazenado na geladeira em saco plástico até uma semana ou mais, podendo ser usado em pratos doces ou salgados.
O leite de soja pode ser usado para trocar o leite comum em:
bolos, papas, mingaus, cremes, pães, biscoitos, canjica, arroz -doce ou até como coalhada, iogurte, queijo, requeijão.


"Leite" de Uva
(O suco natural, sem aditivos nem adoçado)
Fonte: http://www.eurooscar.com/

O suco de uva tem um açúcar natural, formado por glicose e frutose, assimilável sem esforço pelos órgãos da digestão. Possui mais calorias que o leite de vaca e a sua análise demonstra enorme semelhança com o leite materno.

Excelente para casos de anemia, fraqueza, convalescença,febre, doenças, em geral. É alcalinizante do sangue, acelera o metabolismo e estimula as funções hepáticas.

Quase todas as marcas mais conhecidas têm aditivos químicos e açúcar refinado ou industrial. Por enquanto só dá para indicar as marcas "Superbom" e, talvez, o "Rossoni".
O ideal seria que não fossem pasteurizados, porém crus e frescos e feitos de uvas sem química. (Difícil, mas não impossível.)


Original disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/textos/191-receitas-de-leites-vegetais

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quarta sexta vegan: 13/08/2010

Cardápio:

Café-da-manhã
- Kibe vegano
- Suco de laranja
- Pão integral

Almoço
- Sanduiche Delicioso Greens: tofu grelhado, alface, tomate, cebola

Lanche da Tarde
- Chocolate Amargo Cacau Show

Jantar
- Batata assada

Impressões:

Está mais fácil experimentar comidas novas. Na segunda experimentei o espaguete e na sexta o sanduiche de tofu grelhado. Sinto pouca fome. E tenho resistido bem às opçõe não veganas. Mas, devo treinar bastante, pois ainda deslizo por distração. Na sexta ao esperar a batata assar, experimentei uns biscoitos em cima da mesa. Achei delicioso e fui comendo e conversando com a Eli. Quando parei para pensar, depois de ter comido uns quatro biscoitos, li a capa (nem precisava ler o rótulo) "Sequilhos com leite". Parei, mas já tinha "furado" minha sexta vegan novamente.

Resisti:

Chocolate ao leite, crocante e avelã da Cacau Show. Ao suco de morango com leite da minha mãe. Ao sanduiche de cheddar e ao biscoito Bono Chocolate.

Despedidas da quarta semana

Esfiha de queijo - Habibs
Kibe frito - Habibs
McFlurry Alpino - McDonalds
Crepe de Presunto e Queijo - Crepe au chocolat
McFlurry Bis - McDonalds
Amanditas
Chocolate Twist
Biscoito Tortilha Limão

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Geração saúde gera saúde

Faz tempo que tenho sentido a necessidade de fazer algum exercício físico. Fiz a carteirinha do sesc, fiz o exame médico, liguei algumas vezes para tentar vaga no horário que quero... ficou por isso mesmo. Comprei um tênis. Tenho caminhado bastante desde então, mas nada regular... apenas troco o ônibus pela caminhada em algumas ocasiões. Mas desde que decidi virar vegana, o peso de decisões como essas estão mais fortes. No fim de semana, decidi comprar uma bicicleta. Decidi e comprei... comprei já montada e fui direto para o parque pedalar... Tomei a decisão: vou pedalar todos os dias as 7h. Fiz isso na segunda e hoje de manhã. Estou me sentindo tão bem!!! É incrível. O dia chega totalmente diferente. Eu sempre gostei de acordar o mais tarde possível, pois hoje consegui acordar disposta às 6h30.
E agora, na hora do almoço, estava caminhando para a parada para pegar um ônibus para o shopping. Decidi ir andando. No caminho decidi almoçar no Greens. Comi brotos de vários tipos, alfaces de vários tipos, castanhas, tomate, bolinho de arroz e decidi experimentar espagueti. Como tudo que tenho experimentado, não gostei muito, mas também não achei ruim. Andei pensando que tudo para mim será "sem gosto" pois o gosto não está registrado, não tenho referencial. Mas o melhor é a sensação no final do almoço: que orgulho de mim mesma, comi algo saudável.

domingo, 8 de agosto de 2010

Terceira Sexta Vegan: 06/08/2010

Cardápio:

Café-da-manhã
- Biscoitos cookies integrais de castanha

Almoço
- Pizza Dona Lenha com champignon, cebola e azeitona preta

Lanche da Tarde
- Chocolate meio amargo

Jantar
- Yakisoba de vegetais

Impressões:

Comecei a perceber algumas complicações. Na hora do almoço quase desisti de ir a um almoço de aniversário com colegas de trabalho, pois não era garantido que teria alguma opção vegana. Decidi ir. Pouquíssimas opções no cardápio, fiquei com a pizza que eu adoro, mas tive que tirar boa parte dos ingredientes que costumo comer. Fiquei com o champignon, a cebola e a azeitona que eu tinha experimentado semana passada, ou seja, da minha vida pré-veganismo, só mesmo a massa e o molho. Após o almoço, saí com a Cindy em busca de algum picolé de fruta. Só encontramos opções com leite. Mais tarde, bolo de aniversário (eu nunca comi bolo, não senti falta), mas não pude comer também os chocolates bis que enfeitavam a mesa. Em resumo, não comi nada. A noite passei meia hora escolhendo onde ligar para pedir comida com minha irmã. Ela sugeriu o China in Box. Experimentei o yakisoba de vegetais. Nunca tinha comido yakisoba, nunca tinha comido yakisoba de vegetais (brócolis, repolho, cebola... todos imensos). Comi tudinho, me senti o máximo. Mas, descobri que é bem provável que o macarrão seja feito com ovos... Ou seja, furei o vegan day sem saber... tenho que me informar melhor antes do pedido.

Resisti:

Resisti a trocar meu vegan day (foi minha primeira reação ao saber do aniversário). Resisti a pedir uma pizza de calabreza na Dona Lenha, a ficar com o picolé de chocolate, a comer o bis na festa e a pedir alguma coisa familiar não-vegana no fim do dia. Acho até que estou indo bem...

Despedidas da terceira semana

McQuarteirão
SuperShake de coco
SuperShake de flocos
Frango grelhado
Pizza Hut de calabreza
Pizza perdigão de calabreza
Camarão empanado
Chocolate Laka Cristais
Chocolate Hershey's Branco com Cookies

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vacas com armas

The Meatrix

Hamburguer de trás para frente

A Guerra da Mercearia

Baraka

Carne de Vitela



Por que animais têm direitos?

Bruno Müller
(Publicado em Seg, 11 de Maio de 2009 no site www.pensataanimal.net/artigos/42-brunomuller/273-por-que-animais-tem-direitos)

Introdução

Se eu perguntar a alguém: "porque não devo queimar seu braço com ferro em brasa?", o que me responderia essa pessoa? Diria ela: "por que eu sou inteligente"? Ou diria "porque eu tenho grande habilidade de comunicação"? Ou ainda "porque existe um acordo tácito entre nós para que não causemos dano um ao outro"? Investigar essa pergunta talvez seja uma forma simples de resumir os argumentos em favor dos direitos animais.

Muitos vegetarianos têm a convicção de que animais têm direitos e que o respeito a esses direitos comanda que nos abstenhamos de comê-los. Entretanto, essa convicção muitas vezes não é acompanhada da reflexão filosófica necessária para respaldá-la. Isso é um problema, pois o raciocínio lógico e a força do argumento racional são fundamentais para difundir os direitos animais e convencer a maioria dos interlocutores. Por isso é importante que os ativistas da causa animal tenham clareza na hora de abordar essa questão fundadora: por que animais têm direitos?

Ao tratarmos dela, é fundamental que, em primeiro lugar, não a tomemos como senso comum. Na minha opinião, todo diálogo sobre veganismo e direitos animais deve começar com ela. As bases do pensamento que advogamos, como defensores dos direitos animais, infelizmente, nem sempre estão claras mesmo para os que os defendem. Que dirá para os demais. Mesmo ativistas dedicados têm dificuldade de entender essas questões - o que é um problema grave, pois a falta de conhecimento pode levar à incoerência nas ações e à confusão no discurso, reduzindo significativamente a força e a eficácia do ativismo pelos animais. Para defender nossos princípios, o primeiro passo é buscar compreender aquilo que fundamenta nossas escolhas éticas.

Para começarmos a falar de por que animais têm direitos, sugiro começarmos pelo caminho contrário: os pensamentos por trás daqueles que defendem que animais não têm direitos.

Por que Animais Não Têm Direitos?

Nessa discussão vejo duas linhas de raciocínio básicas: uma do direito, outra da biologia. Então vamos a cada uma delas.

1. A objeção do direito

Existem duas vertentes do direito que são relevantes para o debate da questão dos direitos animais: o direito moral e o direito legal. Os que defendem que animais não têm direitos, em geral, rejeitam tal atribuição de direitos em função de uma visão de direitos baseada em direitos legais.

Essa visão que nega direitos aos animais não-humanos é baseada numa leitura contratualista conservadora, que afirma que só têm direitos aqueles indivíduos que também têm deveres. Os direitos e deveres são firmados por meio de um contrato - logo, só tem direitos quem for capaz de firmar contratos. Direito, nessa concepção, é um benefício que o indivíduo obtém em troca de um compromisso, pelo qual ele está obrigado a oferecer, em troca, algum outro benefício, através do qual se garante, assim, o convívio harmonioso e pacífico e, em última instância, a sobrevivência e prosperidade de toda a sociedade. Essa teoria contratualista do direito está toda fundada na filosofia de Thomas Hobbes e sua obra O Leviatã, de 1652.

Aparentemente muito lógica, essa filosofia hobbesiana tem dois problemas muito básicos. O primeiro deles, de ordem ética e moral, é que, longe de garantir direitos, ela exclui grande parte dos indivíduos humanos da comunidade de direitos. O contratualismo hobbesiano condiciona a ética à política - ou seja, a lei determina o que é ético e o que não é - mesmo no caso em que uma lei pareça injusta. Entre indivíduos que não podem assinar contratos e não podem, portanto, contrair obrigações, podemos incluir: recém-nascidos, crianças, comatosos, pessoas com certos tipos de enfermidade e problemas de ordem neurológica. Subscrever o contratualismo hobbesiano é, portanto, um convite à barbárie - e isso já fora descoberto há muito tempo, e por outros contratualistas: John Locke, no Segundo Tratado sobre o Governo, de 1690, afirmava que o estado de natureza (a ausência de governo) era melhor que o Estado absolutista defendido por Hobbes. Jean-Jacques Rousseau, no Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, de 1755, deixa claro que a capacidade de firmar contratos não encerra a questão dos direitos morais, incorporando, inclusive, os animais às suas considerações. Vale a pena citarmos um trecho em particular:

Dessa maneira, não se é obrigado a fazer do homem um filósofo, em lugar de fazer dele um homem; seus deveres para com outrem não lhe são ditados unicamente pelas tardias lições da sabedoria; e, enquanto não resistir ao impulso interior da comiseração, jamais fará mal a outro homem, nem mesmo a nenhum ser sensível, exceto no caso legítimo em que, achando-se a conservação interessada, é obrigado a dar preferência a si mesmo. Por esse meio, terminam também as antigas disputas sobre a participação dos animais na lei natural; porque é claro que, desprovidos de luz e de liberdade , não podem reconhecer essa lei; mas, unidos de algum modo à nossa natureza pela sensibilidade de que são dotados, julgar-se-á que devem também participar do direito natural e que o homem está obrigado, para com eles, a certa espécie de deveres. Parece, com efeito, que, se sou obrigado a não fazer nenhum mal a meu semelhante, é menos porque ele é um ser racional do que porque é um ser sensível (...). (ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens. São Paulo: Martin Claret, 2005, pp. 28-9 [grifo meu]).

Thomas Paine, em Direitos do Homem, de 1792, declarou que o contrato social não dava aos contratantes o direito de escravizar, dominar ou fazer guerra contra pessoas fora do contrato.

O segundo problema, de ordem prática, decorre do primeiro. Felizmente, na maioria das sociedades, e para a maioria dos indivíduos humanos, não é mais o contratualismo hobbesiano que orienta o direito legal. Este avançou, na maioria dos países - ao menos nominalmente - para um contratualismo rousseauniano, que reconhece direitos morais a todos os seres humanos que sejam portadores da nacionalidade de um determinado país. Todos os indivíduos descritos no parágrafo acima contam, hoje, com garantias para preservar seus interesses básicos à vida, liberdade e integridade física assegurados na Constituição de seus países - estes não estão mais atrelados ao exercício pleno e consciente da cidadania.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, subscrita pela grande maiore dos Estados, não faz distinção de nenhum tipo entre seres humanos, e afirma textualmente que os direitos humanos são universais, imprescritíveis, intransferíveis. Os estrangeiros, no entanto, especialmente imigrantes, nem sempre têm seus direitos humanos garantidos por lei, como podemos constatar pelos debates dentro da União Européia. Isso se deve a questões políticas e ao alcance das leis nacionais, que por definição excluem os estrangeiros. Mas também nesse terreno tem havido avanços significativos na produção de um direito cosmopolita, que não reconhece barreiras nacionais, como se vê pela prisão do ditador chileno Augusto Pinochet, na Grã-Bretanha, a pedido de um juiz espanhol, em 1998, sob acusação de violações dos direitos humanos durante a ditadura militar que comandou no Chile. Pode-se ainda argumentar que, na prática, todos os países desrespeitam sistematicamente os direitos humanos - o que é verdade. No entanto, esses direitos são reconhecidos, o que é um diferencial fundamental, pois fornece instrumentos legais para lutar contra violações dos direitos morais praticados nesses países.

Essa discussão está longe de ser esgotada. Afinal, nossa sociedade ainda funciona sob um marco jurídico em que nem sempre a ética e política coincidem, de modo que, num embate entre ambos, sempre irá prevalecer aquilo que é legalmente justo, mesmo que seja eticamente condenável. Apenas quando o direito legal e o direito moral coincidirem plenamente os direitos animais - e os direitos humanos - serão efetivamente respeitados e promovidos.

De qualquer modo, podemos concluir que, mesmo dentre os contratualistas, a abordagem conservadora e autoritária de Hobbes está, há muito, ultrapassada. Que ainda haja quem subscreva suas teses é um sinal de ignorância ou de hipocrisia. Mesmo a visão jurídica predominante nos dias de hoje admite que nem todo direito é um benefício obtido em troca de uma obrigação. Alguns direitos - os direitos fundamentais - são direitos inerentes, ou seja, garantias que devem ser respeitadas, independente de obrigações anteriores ou posteriores, única e exclusivamente em função das característas próprias - inerentes - do portador desses direitos. Animais não-humanos não têm esse reconhecimento legal de seus direitos morais devido à tradição e ao especismo, e não em função de algum atributo básico que lhes falta para serem considerados membros da comunidade moral. A característica básica que faz com que todos os seres humanos sejam portadores de direito, os animais não-humanos também possuem - a sensibilidade descrita por Rousseau, que nós hoje chamamos de senciência, a qual vamos abordar detalhadamente mais adiante.

2. A objeção da biologia

A objeção da biologia, como veremos, logo se confunde com a objeção do direito. Seu patrono é o filósofo francês René Descartes (1596-1650), e se funda basicamente em dois argumentos: animais são seres autômatos, desprovidos de sensações e sentimentos; e animais são desprovidos de razão e linguagem que lhes possibilite elaborar conceitos e exprimir desejos. Como só seres humanos são portadores dessas características, apenas eles são portadores de direitos, pois apenas para eles a vida, a liberdade e a integridade física e psíquica são um bem precioso. Animais não têm interesse particular em continuar vivendo, nem em serem protegidos do sofrimento físico (pois suas respostas a estímulos externos são mecânicas, e o sofrimento envolve uma elaboração mental que exige uma racionalidade que lhes falta) nem em serem livres (pois não têm um "conceito" de liberdade).

As objeções de ordem biológica também têm dois problemas primordiais. Em primeiro lugar, a tese cartesiana é falsa porque sua própria premissa é falsa. A linguagem não é pré-requisito para ser consciente. Fosse assim, seres humanos já nasceriam falando, ou jamais aprenderiam a falar, não nascendo com esta faculdade. Afinal, é preciso, primeiro, ter consciência de um objeto para, depois, dar-lhe um nome.

Nós protegemos seres humanos que não são dotados de pleno domínio da razão e da linguagem - aqueles que são conhecidos como "seres humanos paradigmáticos" - recém-nascidos, cujos pensamentos e desejos nos são um completo mistério; crianças, que não têm suas faculdades de raciocínio e linguagem plenamente desenvolvidas, razão pela qual, aliás, elas não podem votar; pessoas em coma ou portadoras de problemas neurológicos, temporários ou permanentes, que comprometam sua racionalidade e capacidade de comunicação. Há algum outro fator, fundamental, que faça com que estes seres humanos sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e respeitados como tal. Assim como Hobbes para o direito, se a tese de Descartes fosse ainda tida como valida, pela biologia, estes seres humanos seriam vistos apenas como objetos.

Em segundo lugar, a tese cartesiana é falsa porque suas conclusões sobre os animais não-humanos também é falsa. Hoje em dia, nenhuma pessoa com algum conhecimento ou experiência pode, seriamente, alegar que animais são autômatos desprovidos da capacidade de sentir dor. Aqui também, as críticas não tardaram muito a aparecer. O filósofo iluminista François-Marie Voltaire (1694-1778), já no século XVIII, ridicularizou a tese cartesiana. Disse ele: "Responda-me, mecanicista: organizou a natureza todas as fontes do sentimeno nesse animal com o propósito de que ele nada possa sentir? Tem ele nervos a fim de que se torne incapaz de sofrer?" O nosso conhecimento atual sobre os animais evoluiu tanto que sequer podemos seriamente discordar que eles são dotados de raciocínio, de linguagem - muitas delas extremamente complexas, como no caso de baleias e elefantes - , de sentimentos, e que eles têm desejos e, portanto, interesse em ser livres - do contrário eles não buscariam conscientemente evitar situações dolorosas e não perseguiriam situações que foram fonte de prazer no passado.

Por que então, se não por pura hipocrisia, exigir-se-ia dos animais, para serem portadores de direitos fundamentais, critérios e pré-requisitos que não são exigidos dos seres humanos? Trata-se de uma diferença de tratamento irracional - eles, que gostam tanto de apresentar-se como guardiães da razão -, sem fundamento, e baseada, portanto, unicamente no preconceito. Preconceito contra as espécies diferentes da nossa, que, conforme definido por Richard Ryder em 1975, hoje conhecemos como especismo.

Vejamos, então, porque a questão deve ser abordada de outro modo: responder, por que, afinal, animais têm direitos.

Por que Animais Têm Direitos?

Qual é, então, o critério lógico e racional para atribuir direitos fundamentais a um indivíduo? Por que sua vida, sua liberdade e sua integridade devem ser respeitadas? Na verdade, a pista para a resposta já foi dada anteriormente, logo no primeiro parágrafo desse texto.

Retomando-o: se eu perguntar a alguém: "por que não devo queimar seu braço com ferro em brasa?", ela não me responderia "porque eu sou inteligente", ou "porque eu tenho grande habilidade de comunicação", ou ainda "porque existe um acordo tácito entre nós para que não causemos dano um ao outro". Nem racionalmente, nem instintivamente, essas respostas poderiam ser consideradas corretas. A inteligência ou a habilidade de comunicação não são características relevantes para avaliar o dano que uma queimadura é capaz de provocar num ser humano. Afinal, a queimadura não irá afetar nenhuma dessas duas características. Tampouco a resposta contratualista é satisfatória. Ela responde muito mais o "como" do que o "porquê". Ela não diz o que há de errado na ação acima descrita, nem o motivo pelo qual é um erro queimar o braço de alguém, muito menos explica porque seres humanos fora do contrato também são protegidos contra esse tipo de agressão. O contrato é, tão somente, o meio que encontramos (dentro dessa teoria) para nos proteger de tal situação. Portanto, o contratualismo não dá conta da complexidade nem das raízes materiais dos nossos valores morais.

A resposta correta para a pergunta acima é: "porque irá me causar dor e danos físicos, o que por sua vez irá me causar sofrimento e comprometer a qualidade da minha vida". Claro está, portanto, que a inteligência, a fala ou a capacidade de firmar contratos não podem ser usadas como parâmetro para avaliar eticamente ações que comprometam a vida de outros seres - além das limitações, vistas acima, na capacidade dessas respostas darem conta do respeito que prezamos por todos os seres humanos, tanto em nossos valores quanto em nossas leis.

Em resumo, o dano que causamos ao tirar a vida ou comprometer a integridade de outro ser não é conseqüência da sua capacidade intelectual. Devemos proteger aqueles seres que, por sua vulnerabilidade, são dotados da capacidade de sofrer - um sofrimento que é físico e psíquico. Em outras palavras, têm direitos fundamentais aqueles indivíduos que são seres sencientes - seres capazes de sentir dor e prazer.

Senciência é um mecanismo de defesa típico do mundo animal, que serve como um alerta para situações potencialmente nocivas à vida do indivíduo. Ao desencadear-se o mecanismo da dor, o indivíduo protege-se, afasta-se da fonte da dor, para preservar sua vida. Este ato é muitas vezes instintivo - mesmo num ser humano. Ao retirar a mão do fogo, por exemplo, o ser humano reage antes de seu cérebro interpretar o estímulo racionalmente. Se nos fosse necessário compreender o que é fogo antes de nos protegermos dele, estaríamos arriscando nossa vida. Por outro lado, tampouco nos animais não-humanos a resposta ao perigo é meramente instintiva. A capacidade de interpretar é fundamental. Pensemos em gazelas, búfalos, zebras e outros animais que são presas de animais carnívoros: eles precisam interpretar os sinais da aproximação do predador - cheiros, sons, imagens - antes de estarem diante dos mesmos, caso contrário estariam em séria desvantagem; da mesma forma os predadores precisam interpretar cheiros, sons, imagens para localizar as presas e aproximarem-se sem ser notados. Se pensarmos nas plantas, entenderemos que elas não são dotadas de senciência. Seria inútil, para um ser que vive fixado à terra, sentir dor. Os animais, por outro lado, são sencientes justamente porque sua capacidade de locomover-se faz com que precisem de mecanismos para buscar e obter seus meios de sobreviência, e fugir das ameaças à sua vida. A decorrência lógica do conceito de senciência é, portanto, que todo ser senciente tem interesse na vida e na liberdade e integridade física e psíquica.

Além disso, a vida, a liberdade e a integridade física e psíquica não são apenas atributos a que o animal tem interesse, mas são atributos do interesse do animal, ou seja, mesmo que ele não se dê conta disso, a perda de cada um deles acarreta-lhes um dano irreparável. Para os seres sencientes, a morte é um dano irreparável, pois significa a aniquilação de sua consciência e a cessação de todas as sensações e experiências que lhe produzem bem-estar. A perda da liberdade é um dano irreparável porque a liberdade é condição para viver de forma autônoma - logo, condição para a própria vida. Sem liberdade, o ser senciente está vulnerável, pois está limitado na sua capacidade de buscar sua sobrevivência e proteger-se daquilo ameaça sua vida. Torna-se dependente de outros indivíduos para manter-se vivo, e torna-se incapaz de buscar o que lhe proporciona bem-estar. A violação da integridade física ou psíquica é um dano irreparável porque representa, além do risco de perder a vida, um sofrimento inestimável.

Sem liberdade e sem integridade física e psíquica, a vida do ser senciente, se não estiver encerrada, será uma vida limitada, e portanto fonte de sofrimento. De que adianta a um ser senciente viver enjaulado, incapaz de expressar livremente sua natureza e perseguir seus interesses? Pergunte isso a ser humano e você entenderá - o mesmo acontece com os animais não-humanos; prisioneiros, reduzidos a propriedades dos seres humanos, eles não podem ser eles mesmos, portanto têm uma vida pela metade. Não é portanto sem razão o ditado que afirma que, sem liberdade, a vida é uma dádiva inútil.

Conclusão

Estes são, portanto, os direitos que preconizamos para os animais não-humanos, pois são aqueles que decorrem de sua natureza senciente - natureza a qual eles partilham conosco, seres humanos. Não queremos que animais não-humanos tenham direito ao voto, ou à educação, pois estes não fariam nenhum sentido para eles. Os direitos fundamentais que queremos estender para todos os animais foram aqueles consagrados como os direitos humanos de primeira geração - os direitos à vida, à liberdade e à integridade física e psíquica. Nós defendemos que esses direitos não são exclusivamente humanos. São direitos animais. Os direitos animais são assim chamados porque são direitos morais que são relevantes não apenas para seres humanos, mas para todos os animais. Isso porque são direitos que se referem a interesses básicos, resultantes da própria manifestação da natureza do indivíduo - pois, em condições ideais, todos os seres sencientes nascem livres e só sobrevivem se estiverem física e psiquicamente íntegros.

Esses direitos geram deveres negativos - afinal, se resultam de atributos naturais do indivíduo, não devemos interferir nos bens que são do interesse do indivíduo em decorrência dessa natureza (daí também o conceito, hoje um tanto obsoleto, de direito natural). Mas geram também deveres positivos - esses direitos devem ser protegidos e promovidos pela sociedade, e reparados se uma vez violados. No que se refere aos animais não-humanos, devemos evitar todo dano que possa ser infligido contra eles e reparar todo dano que possa ser evitado. Uma vez que seus direitos morais já são, infelizmente, sistematicamente violados, para garantir esses direitos, precisamos, acima de tudo, deixar de fazer uma série de coisas: deixar de usá-los como objetos e propriedade, deixar de explorá-los, deixar de criá-los artificialmente, deixar de caçá-los, deixar de usarmos os subprodutos da sua exploração. Mas também temos deveres positivos: lutar por mudanças; despertar consciências; promover o respeito aos animais não-humanos, enquanto indivíduos (e não apenas como membros de uma espécie); preservar o meio ambiente em que eles vivem; reparar, na medida do possível, os danos que lhes causamos em função da exploração deles e da natureza. Em outras palavras, nosso primeiro e principal dever perante os animais não-humanos é: sermos VEGANOS.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Segunda sexta vegan: 31/07/10

Cardápio:

Café da Manhã
- Suco de maçã

Almoço
- Alface (vários tipos)
- Tomate
- Cenoura
- Broto de feijão
- Bolinho de arroz
- Suco de limão

Lanche da tarde
- Chocolate meio amargo (sem leite)

Jantar
- Pão de queijo vegano tradicional
- Pão de queijo vegano de tomate seco
- Brigadeiro vegano

Impressões:

A segunda semana já foi bem mais fácil, mesmo com a obrigação de comer pratos veganos apenas na sexta, acabei realizando ao menos uma refeição vegana durante os outros dias. Na sexta feira, minhas escolhas já foram quase natural. Estou com a impressão que este processo será mais fácil do que eu imaginava.

Resisti:

Ao Hershey de Chocolate Branco Cookies, ao biscoito traquinas, aos salgadinhos de festa.

Experimentei:
- Bolinho de arroz
- Pão de queijo vegano de tomate seco
- Pizza veggie (champignon, azeitona preta, cebola, pimentão verde e orégano)
- Pizza tomate seco, rúcula e orégano
- Acarajé vegano
- Vatapá de abóbora

Despedidas da segunda semana

Sanduiche de peito de peru da Subway
McChicken Barbecue do McDonalds
Sanduiche de Picanha do Giraffas
Pizza da Dom Bosco
Chocolate Branco Batom Coockies
Milkshake de Coco McDonalds
Milkshake de Ovomaltine do Bob's
Milkshake de Prestígio do Bob's

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vencendo a tentação

Rafael e Pedro estão me ajudando no meu processo com tratamento de choque. Toda sexta feira rola todo tipo de tentação. Semana passada foi sorvete e chocolate hershey... Hoje foi chocolate bis, hershey e quase rolava salgadinhos de queijo, presunto e salsicha... =)

Olha a cara dos torturadores (são altamente perigosos):

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quase vegan day

Hoje foi uma terça feira e eu não tinha obrigação da sexta feira... podia ter comido besteiras o dia inteiro com a desculpa de que estava me despedindo. Faz menos de uma semana que decidi, menos de uma semana que venho colocando em prática meus planos, mas hoje já me senti diferente. A tarde senti fome e tive o cuidado de procurar algo vegano para comer. Fui ao mercado e não procurei meu biscoito preferido... fiquei lendo rótulos, conhecendo minhas futuras "únicas" opções. Comprei biscoitos veganos e peguei o chocolate que costumo comprar para a Cida. A noite fomos a pizzaria. Chegando lá fui ao banheiro enquanto escolhiam... eu sabia que pegariam apenas opções veganas, nem quis opinar. Ao sair do banheiro ela me falou "Paty, será uma surpresa o sabor da pizza, nem vou te falar antes"... Eu nem queria saber. Quando chegou, peguei o pedaço e coloquei no meu prato. Massa, molho, azeitona preta, cebola, pimentão, champignon. Sabe qual desses ingredientes eu estou acostumada a comer? Só a massa... e o molho escondido no gosto do queijo. Esta não tinha queijo... Eu cortei o pedaço e levei a minha boca com todos os ingredientes juntos, numa única garfada. Até mesmo a cebola que eu costumava separar no canto do prato ao comer minha pizza calabreza. Não vou dizer que adorei o sabor de primeira. Achei estranho, mas comi mesmo assim. Na terceira garfada já não era tão estranho assim. Ao terminar, experimentei a de tomate seco e rúcula. Achei o gosto mais forte, não gostei muito. De repente a primeira pareceu deliciosa, corri para pegar o outro pedaço. É incrível como nosso paladar muda de uma hora para outra. É incrível como temos controle de tudo no nosso corpo. Até de nossas emoções, sensações, gosto... basta querer. Eu quis experimentar. Eu quis gostar. Eu quis conhecer o que será minha escolha de sabor daqui para frente e foi assim que recebi aquele novo sabor. Depois iniciamos uma longa conversa sobre veganismo, sobre as escolhas difíceis, o que é necessário abrir mão... e como no fundo no fundo não é tão difícil assim abrir mão. Tudo é questão de costume. E a gente se acostuma a tudo... é só querer. Vencendo essa primeira resistência que é nosso apego aos nossos costumes, todo o resto se torna muito fácil. E pensar que só estamos abrindo mão de certo sabor na nossa comida para que um animal não precise morrer, nosso ato heróico passa a ser ridículo... não estamos fazendo nada demais, nosso sacrifício nem é tão grande assim... é o mínimo que poderíamos fazer por estarmos aqui dividindo este planeta tão cheio de recursos para todos nós.

Tratados como “animais”?

Questão de ética – Sônia T. Felipe
(texto publicado originalmente em 17 de maio de 2010 na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais - www.anda.jor.br)

Humanos são libertados de um campo de trabalho forçado, uma colheita de erva-mate no oeste catarinense, numa ação do ministério do trabalho. Os cortadores de erva-mate haviam sido alojados num chiqueiro, onde não havia instalação alguma que pudesse oferecer a eles conforto e bem-estar após um dia de trabalho. Eles não tinham carteira de trabalho, eram escravizados. Não tinham qualquer autonomia ou proteção para fazer com que as leis que regem os atos de prestação e contratação de serviços ou de trabalho fossem respeitadas.

A imprensa noticiou, com fotos, as condições do “alojamento” no qual se instalavam para cozinhar e dormir, nos seguintes termos: “tratados como animais”. Para um leitor desavisado, a tradução do que foi feito a esses trabalhadores parece justa: “tratados como animais”. O que isso significa? Que o tratamento de ser jogado, à noite e no horário de cozinhar a comida, num chiqueiro, rebaixa os humanos, porque somente com animais é que se pode fazer isso? Se alguém concluir pelo sim, está raciocinando sobre falsas premissas.

Primeiro, é preciso que se diga que os lugares nos quais os animais são confinados pela indústria da carne, laticínios e ovos não são dignos dos “animais”. Explico. Os animais são um tipo de ser que, ao nascerem, têm o suprimento cortado. Nascer, portanto, representa, para todas as espécies animais, uma ruptura dolorosa. Ela tem dois tons: por um lado, a dor de não ser mais nutrido e higienizado naturalmente pelo ambiente placentário. Por outro lado, a libertação que o rompimento do fornecimento de nutrientes representa, que constitui a base sobre a qual cada animal começa a formar seu espírito. Esse espírito ou mente responde agora, após o nascimento, pelo aprendizado do autoprovimento e da higiene específica, sem a qual não há saúde nem longevidade.

Enjaular, acorrentar, cercar um animal, não importa a espécie à qual ele pertença, representa, para ele, o pior tormento. Sem a liberdade de buscar com seu corpo e no seu próprio ritmo os meios dos quais seu organismo depende para manter-se saudável, o animal fica privado da autonomia prática, justamente aquela que lhe dá chance de formar a mente que acompanhará a manutenção de seu corpo até o momento da morte. Mas, para poder prover-se livremente, é preciso que o animal possa viver no ambiente propício à sua espécie.

Para poder ter saúde e alegria de viver, o animal precisa ter os meios para prover a limpeza diária do seu corpo. O corpo é a ponte que liga o ser vivo ao ambiente, recebendo deste a matéria alimentar da qual se nutre, e o religa a esse mesmo ambiente, quando excreta os resíduos após o aproveitamento. Se o que entra deve ser livre de contaminação, para que não se perca a saúde, o lugar onde se deposita a matéria excretada não pode ser o mesmo no qual se introduz a matéria alimentar. Se não houvesse distinção necessária, nosso tubo digestivo teria apenas uma das duas aberturas. Temos duas aberturas, e um espaço razoável separando-as, justamente para que não nos confundamos. Isso não é privilégio do corpo de um humano. Somos todos animais.

A produção de animais em escala industrial se faz levantando-se paredes ou instalando-se cercados, baias, currais, chiqueiros, gaiolas, nos quais centenas, milhares de animais são colocados juntos, porque mantê-los dispersos encareceria o preço do produto final ao qual sua vida foi destinada. Ao se proceder desse modo, tira-se do animal o ambiente natural no qual seu corpo e sua mente poderiam desenvolver-se e viver bem, cada espécie a seu próprio modo.

Uma das formas mais primárias de manter-se saudável é a higiene. Cada animal, seguindo os padrões de sua própria espécie, mantém uma atividade de auto-higienização diária, sem a qual seu corpo seria tomado por todo tipo de parasita ou bactéria. Ser animal significa ter a responsabilidade de limpar-se a todo momento. Cada espécie tem suas próprias estratégias de autoprestação desse serviço. Se tiramos de um animal a liberdade de prover a higiene de seu corpo a seu modo, tiramos dele parte da autonomia prática relativa aos cuidados de si. Quando privamos um animal disso, “deixamos de tratá-lo como a um animal”. Era esse o ponto ao qual eu queria chegar.

Ao indignar-se com os maus-tratos sofridos pelos trabalhadores da empresa de produção de erva-mate, e ao traduzir a injustiça praticada contra eles, definindo-a como tratamento que se dispensa a animais, a imprensa erra, ao passar ao leitor a ideia de que animais, seja lá de quais espécies forem, podem ser alojados em chiqueiros, sem que isso cause indignação, como se fosse confortável para os animais serem forçados a viver no mesmo lugar onde defecam, a comer no mesmo ambiente onde defecam, a dormir no mesmo ambiente onde defecam, a descansar no mesmo ambiente onde defecam. O chiqueiro é a forma mais brutal de violência contra a mente dos porcos, porque eles, naturalmente, não comem no mesmo lugar onde defecam.

Tratar qualquer animal, não humano ou humano, como se “fosse um animal”, tirando dele tudo o que é necessário para que sua vida alcance o nível de bem-estar e do estar bem nela que sua espécie possibilita, é algo indigno do animal. Quem o faz tira de si a dignidade de ser aquele animal que entende o valor da liberdade física para prover-se a si e aos seus de modo limpo, salutar e prazeroso. Somos todos animais. E ninguém merece ser tratado de modo a que essa condição, a de termos um corpo do qual temos que cuidar com alegria e gratidão, pois é ele que permite que nos sintamos gratos por estarmos vivos, seja justamente a fonte de toda dor e sofrimento. Nem os porcos, galinhas, vacas, bezerros, nem os trabalhadores braçais merecem ser tratados como se seu corpo nada representasse para eles.

Os escravizados pela ervateira não foram tratados como animais. Animais precisam de liberdade para prover-se e cuidar de si. Eles sequer foram tratados como máquinas cortadeiras de erva-mate, porque estas, com certeza, ao final da jornada são higienizadas e mantidas, alojadas contra intempéries, têm o óleo trocado, as engrenagens lubrificadas. Eles foram tratados como coisas desprezíveis, descartáveis quando findasse a colheita da erva-mate. Nem os humanos, nem animais de qualquer outra espécie merecem ser considerados apenas em sua materialidade, como se fossem meros vivos-vazios, para uso e descarte alheio.

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=62502

sábado, 24 de julho de 2010

Descoberto o Santo Graal do Veganismo

Parece ser definitivo! Acharam o Santo Graal do veganismo, ao que parece a façanha foi feita pela Canadense Daiya Foods e atende pelo nome de Daiya Cheese, com uma ajudinha tupiniquim muito especial. Bem estou falando da mussarela 100% vegana, que derrete, tem gosto de queijo serve para todo e qualquer uso que se daria a versão feita com leite de vaca, mas é feita a base de mandioca natural do Brasil.



A fórmula exata é segredo industrial é claro, minha aposta é que usam algo a base de polvilho, pois os populares tofupirys que fazemos por aqui usam polvilho para dar um gostinho de queijo e também melhorar a textura quando assado. cruzer_pizza_2



Tudo indica que esta empresa vai fazer milhões explorando o mercado de intolerantes a lactose e veganos que é farto nos Estados Unidos, Canadá e possivelmente Europa.

Nos resta apenas torcer para que a novidade chege logo por aqui, seja através de um licenciamento para produção local, ou por importação (o que ia deixar muito caro o produto).

Segundo relatos em diversos blogs é possível ver que o tal queijo engana/agrada até os mais exigentes amantes de queijo, não se trantando de mais uma imitação meia boca feita para os conformistas.

As pizzas mostradas nas fotos desta matéria são de peperoni vegano (não são carne).

Alex Fernandes

Fonte: www.guiavegano.com.br/vegan/veganismo-e-libertacao-animal/descoberto-o-santo-graal-do-veganismo-2

Veganismo

Autor: Dr. George Guimarães Veganismo é vida saudável

O veganismo é, acima de tudo, uma escolha por uma vida saudável, não apenas do ponto de vista de saúde, mas também social e moralmente. É saudável para quem pratica, é saudável para o meio ambiente que é poupado do peso da produção de alimentos de origem animal e, obviamente, é saudável para os animais que são criados e mortos para alimentar pessoas.


Dieta Saudável

Os benefícios de uma dieta vegano continuam a ser revelados a cada dia em estudos científicos e em experiências individuais.

Uma dieta isenta de produtos de origem animal é isenta de colesterol, baixa em gordura (especialmente gordura saturada) e rica em fibras, vitaminas e minerais. Isto significa uma enorme diminuição no risco de doenças como arteriosclerose, infarto, derrame, diabetes, câncer, constipação, entre outras. Além disto, por eliminar alimentos altamente contaminados por antibióticos, hormônios, pesticidas, além de alimentos alergênicos como o leite, este estilo alimentar também evita o surgimento de diversos tipos de alergias e intolerâncias. A dieta vegano também é geralmente baixa em calorias, o que significa um melhor controle de peso e a distância dos desconfortos causados pela obesidade.


Veganismo e Violência

Há muitos motivos para se adotar um estilo de vida vegano e também são muitas as formas em que o veganismo é expresso, mas o veganismo pode ser sempre definido da seguinte maneira: um estilo de vida que evita toda forma de exploração e violência, sejam estas contra animais, humanos ou o planeta no qual vivemos.

Poucos são aqueles que se iniciam no veganismo por uma questão meramente de saúde, apesar deste ser um aspecto importante deste estilo de vida e um dos melhores argumentos em seu favor.

O aspecto ambiental atrai a atenção de muitos que entram em contato com o veganismo pela primeira vez, recebendo a aprovação mesmo daqueles que se recusam a adotá-lo. O fato de mais alimentos vegetais poderem ser produzidos no mesmo espaço e com a utilização de menos recursos quando comparados com a produção de alimentos de origem animal é, dos argumentos em favor do veganismo, certamente o mais lógico e irrefutável.

No entanto, o maior número de pessoas que abraçam o veganismo é composto por aquelas que se sentem tocadas ao saberem que sua alimentação até então era dependente do sofrimento de animais inocentes, mortos para satisfazer uma necessidade que elas agora sabem não ser essencial. O despertar pode vir no contato com o bezerro no sítio do amigo, ao saber que em muitos países asiáticos os cachorros são considerados uma iguaria e então perceber que seu animal de estimação poderia ser o jantar de alguém, ou na descoberta tardia de que seu pintinho de estimação na infância -aquele que crescera demais para continuar morando em casa e sua mãe disse ter mandado para a chácara do tio- houvera, em realidade, tido seu fim naquele almoço de domingo (do qual você também participou). Uma visita ao matadouro também costuma dar um empurrãozinho para cair a ficha.

Enfim, a descoberta da realidade sempre traz consciência e a consciência sempre traz moralidade. Imagine a confusão de valores pela qual passa uma criança que tem que aprender que o boi, o porco, a galinha, tão dóceis e amáveis, são os heróis de seus filmes favoritos e, ao mesmo tempo, são também o seu jantar. "Como assim? Amigo e jantar ao mesmo tempo?" A criança pode não buscar descobrir, em um primeiro momento, como o seu herói ou amigo foi parar no prato de jantar. Talvez ela busque em sua fantasia uma forma "amigável" de se tornar jantar. Talvez eles sejam tão amigos e amáveis que eles voluntariamente sacrificam-se para alimentar seu amigo humano. Um verdadeiro ato de heroísmo! Mas eles logo buscam a verdade, quanto mais perto da realidade, mais perto da consciência.

A criança pode lidar com uma explicação fantasiosa de como uma parte de um boi foi parar em seu prato, mas a realidade nua e crua de um matadouro não deixa espaço para fantasias. É consciência instantânea: comer um animal após ter visto um matadouro está imediatamente fora de questão. É natural perceber que algo est'aerrado. Faça um experimento simples: coloque uma maçã e um coelho no quarto da criança e deixe-a a sós com eles. Entre após alguns minutos e veja quem vai ser comido e quem vai ganhar um nome e um penteado novo.

Situações como estas que confundem um personagem de história infantil com um alimento congelado, heroísmo com sofrimento, docilidade com violência, acabam por distorcer valores em formação pela criança.

Diversos estudos já demonstraram a relação entre violência animal e violência humana. Aqui está um bom exemplo: serial killers têm, em 90% dos casos, história de maus tratos com animais na infância. O desprezo pela vida de um animal acarreta na perda pela santidade da vida humana. Crianças aprendem valores de compaixão e respeito através da relação que elas têm com os animais. Compaixão pelos animais, compaixão pela humanidade. Se animais podem ser mortos para satisfazer uma necessidade, então qualquer forma de vida pode também.

É claro que isto não se manifesta largamente na sociedade, pois existem regras sociais e de comportamento às quais aprendemos a obedecer. Obviamente, não são todos que cresceram comendo carne que se sentem à vontade para matar pessoas ou que se envolvem em atos de violência, grupos sectários, atividades que exploram trabalho escravo ou infantil e tantas outras formas de violência presentes ao nosso redor. No entanto, a mensagem para a criança que está formando estas regras pelo contato com o ambiente é uma de menosprezo à vida, de descaso ao sagrado. O impacto que isto tem na relação entre famílias, ideologias, sociedades, países, religiões, é imensurável.

Imagine um mundo livre de violência contra animais e você verá um mundo livre de violência contra humanos!

Dr. George Guimarães
Nutricionista
e-mail: dr.george@guiavegano.com

Web Site: www.nutriveg.com.br
Fonte: www.guiavegano.com/nutricao/george/veganismo.html

Pesadelo com a barata

Não sei se porque a Cida tem pavor de barata e já me contou histórias de como fica ao mesmo tempo histérica e ao mesmo tempo sem deixar que ninguém mate. Ou se porque isso de ser vegana ainda é muito novo para mim, mas ontem tive um pesadelo. Foi mais ou menos assim...

Estávamos em uma casa enorme. E eu estava ajudando a tirar o lixo. Levei os sacos para fora, onde ficava um grande conteiner. Ia tirando, colocando no conteiner, voltando para pegar mais (imagino que havia acontecido uma festa). Em um dos momentos que voltei, olhei para minha perna e tinha uma barata subindo minha coxa. Bati para ela sair. Continuei fazendo o serviço. Mas sempre que olhava, lá estava a barata na minha perna.

Não pensei duas vezes, peguei o inseticida e matei a barata! Na mesma hora bateu uma crise de consciência. Eu pensei "eita, agora eu sou vegana, não poderia ter feito isso". E várias baratas começaram a se aproximar. E eu não sabia se matava, se gritava ou se corria... Foi quando eu acordei.

Primeira sexta vegan: 23/07/10

Ontem foi meu primeiro dia 100% vegan.

Cardápio:

Café da Manhã
- Pão Francês
- Suco de Maracujá

Almoço
- Tofú frito temperado com gengibre
- Broto de feijão
- Broto de alfafa
- Broto de (alguma coisa marrom)
- Alface (vários tipos)
- Tomate
- Castanha de Caju
- Castanha do Pará
- Suco de Limão

Lanche da tarde
- Salgadinho de milho vitao
- Suco de beterraba com limão
- Castanha de Caju

Jantar
- Batata frita
- Batata noisette

Primeiras impressões:

Não foi muito difícil sobreviver o dia. O mais complicado é passear no shopping e depois ir lanchar. Minha irmã, minha sobrinha e a amiga foram comer no McDonalds. Eu fiquei rodando. Lembrei das batatas em bolinhas que a Cida já tinha comido comigo lá. Foi a única coisa que encontrei.

Resisti:

Ao sorvete de creme que me ofereceram no meu trabalho. Ao chocolate branco cookies Hershey que o Rafael me ofereceu. Ao McDonalds.

Experimentei:

- Suco de beterraba com limão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Calculadora de Vidas

Acabei de fazer um pequeno teste. Como ele perguntava desde quando virei vegetariana e eu não virei ainda, me transportei para o futuro e fiz o cálculo de quantas vidas terei salvo quando chegar aos 80. O resultado está abaixo:

Preenche o formulário abaixo, e poderás saber quantas vidas poupas ao seguir uma alimentação vegetariana...

Idade: 80 anos

Vegetariana(o) desde os: 28 anos

Resultado
Parabéns!
Como um omnívoro consome, em média, 95 animais por ano, este é o número aproximado de vidas que já salvaste: 5035

O que podes fazer
Se viveres vegetariana(o) até aos 100 anos, poderás salvar 1995 vidas mais!


Faça também o teste:


Calculadora de Vidas

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Despedidas da primeira semana

Pizza de calabreza da Dominos
Sanduíche de presunto da Subway
Cookies da Subway
Sanduíche Beef's on cheddar do Submore
SuperCheddarPeperone da McDonalds
Chocolate Lacta Flocos

Então... estas foram as primeiras despedidas... Tudo certo até aqui... Acho que não sentirei muita falta. Na semana que vem tem mais.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dieta vegana

Uma alimentação vegana saudável

Décadas de experiência, culminando em mais de 1 milhão de veganos em todo o mundo, demonstram que o regime vegano é saudável e apropriado para todas as idades.
Estudos científicos comprovam que os veganos, em geral, apresentam menos probabilidades de contrair doenças degenerativas e cardiovasculares do que os ovo-lacto vegetarianos e estes menos do que os consumidores de carne. Não obstante, a maioria das pessoas não vegetarianas, continua a pensar que os veganos são indivíduos pálidos ou anémicos, mas isto talvez se fundamente, em certos casos, aquando de insuficiências nutricionais. Mas tal como acontece em qualquer outro regime, se não houver equilíbrio e diversidade, o organismo não estará a receber todos os nutrientes necessários o que resultará numa ou mais carências. Por exemplo, pão branco, margarina hidrogenada e fritos, podem ser parte integrante do regime vegano. Porém, em demasia, não só serão prejudiciais à saúde como estarão a tirar o lugar a outros alimentos mais ricos.
O princípio básico de uma alimentação vegana saudável, é consumir uma grande variedade de vegetais e frutos. Estes são extremamente ricos em fibras, vitaminas e minerais e os seus aminoácidos e anti-oxidantes são muito benéficos para o nosso organismo.
Produtos alimentares refinados e modificados (de modo a se conservarem por mais tempo, por exemplo) são sinónimo de perda de nutrientes. Óleos não hidrogenados, farinhas e produtos integrais (massas, arroz, pão) e alimentos sem conservantes ou corantes devem ser prioritários, uma vez que são mais completos e não possuem químicos artificiais. Alimentos provenientes da agricultura biológica são mais naturais e seguramente os mais saudáveis.


A lista abaixo apresenta as fontes de nutrientes duma dieta vegana:

Hidratos de carbono:
São necessários para a produção de energia, de calor e indispensáveis à absorção das vitaminas liposolúveis e do cálcio. Encontram-se sobretudo em cereais, pão e farinhas, frutos secos (nozes, avelãs, amendoins, amêndoas, castanha de caju, castanhas), bananas, açúcares, leguminosas (feijão, soja, ervilhas, lentilhas e grão), batatas.

Fibras:
Mantêm o sistema vascular em bom funcionamento, previnem problemas intestinais. Encontram-se em citrinos, maçãs, batatas, ervilhas, feijões, brócolos, cenouras e em todos os alimentos vegetais e não refinados (sobretudo cereais integrais)


Proteínas:
São necessárias a um crescimento normal e ajudam na reparação de tecidos e vasos sanguíneos. Também fornecem energia. São encontradas em frutos secos (nozes, amêndoas, amendoins, avelãs, castanha de caju, castanhas) sementes (sésamo, abóbora, girassol), leguminosas (ervilhas, feijão, soja, lentilhas e grão), cereais (arroz, milho, aveia, centeio, trigo) farinhas vegetais, massas, pão, millet, seitan, produtos derivados da soja (tofu, molho de soja, leite de soja, tamari, tempeh), cogumelos, algas, fruta.


Vitaminas:
As vitaminas são um conjunto de nutrientes que o corpo não consegue sintetizar ou então não sintetiza em quantidade suficiente. O aspecto que estes nutrientes têm em comum é que são apenas necessários em muito pouca quantidade.

Vitamina A (ou beta carotenos): Ajuda no crescimento, é muito benéfica para a visão e protege as mucosas. Está presente em frutos e vegetais vermelhos, cor de laranja e amarelos como por exemplo, os tomates e morangos, cenouras, laranjas, alperces e pêssegos, limões e carambolas (respectivamente), vegetais de folha escura. É geralmente adicionada a margarinas veganas.

Vitaminas do Complexo B: Este grupo de vitaminas inclui a vitamina B1 (ou tiamina), a vitamina B2 (ou riboflavina), a vitamina B3 (ou niacina), a vitamina B6 (ou piridoxina), a vitamina B9 ou ácido fólico (sintetiza aminoácidos e quebra as cadeias de aminoácidos, previne algumas anemias e ajuda o crescimento) e a vitamina B12 (ou cianocobalamina). Todas as vitaminas B (excepto a B12) encontram-se em cereais e farinhas integrais, frutos secos (nozes, avelãs, amêndoas, pinhões, castanhas, castanhas de caju, amendoins), frutas frescas, sementes, leguminosas (grão, feijão, soja, lentilhas e ervilhas), todos os vegetais verdes.

Vitamina B12: A forma activa da vitamina B12 é a única vitamina que não está presente em vegetais. Esta vitamina é sintetizada por bactérias que se encontram no solo. Na agricultura habitual as bactérias acabam por ser destruídas pelos adubos químicos e pesticidas. No entanto, na agricultura biológica as bactérias encontram-se nos vegetais e se estes forem consumidos (não esterilizados, isto é, se forem apenas lavados com água e no caso das cenouras deixando alguma casca), estar-se-á muito possivelmente a ingerir vitamina B12. Esta vitamina pode encontrar-se também em leite de soja enriquecido, hamburgers de soja e cereais fortificados. Soja fermentada, tofu, tempeh, tamari e miso podem contê-la também. As algas wakame e hiziki também, possivelmente, a contém. A vitamina B12 pode também ser obtida através de suplementos vitamínicos veganos.

Vitamina C: Permite uma melhor cicatrização, previne o aparecimento do escorbuto, fortifica o sistema imunitário, mantém os níveis de estamina, ajuda na formação de vasos sanguíneos fortes e aumenta a resistência a infecções. A vitamina C pode ser encontrada em pimentos, pepinos, morangos, citrinos, uvas, papaias, brócolos, espargos, couves de Bruxelas, alface, batatas e em vegetais de folha escura.

Vitamina D: A vitamina D é importante para a construção de tecido ósseo, sendo indispensável para a absorção do cálcio. Previne a destruição das vitaminas C e A e ajuda no crescimento. Ela pode ser sintetizada pelo organismo humano através da exposição ao sol. Pode ser também encontrada em sementes de sésamo e cogumelos.

Vitamina E: Contribui para um crescimento saudável, ajuda na construção de tecido muscular e é muito importante para o sistema reprodutor. Possivelmente retarda o envelhecimento. Pode ser encontrada em gérmen de arroz e trigo, milho, cereais integrais, óleos vegetais, vegetais de folha escura, sementes, frutos secos e legumes.

Vitamina K: Tem como função regular a coagulação do sangue. Encontra-se em vegetais frescos e de folha escura, óleo de soja, cereais e é sintetizada por bactérias no intestino.

Vitamina PP, Nicotinamida ou Niacina: Contribui para uma boa digestão, para manter uma pele saudável e para crescimento normal. Está presente em amendoins, cerveja, farinha, pão, arroz, soja, levedura e vagens.

Gorduras:
São indispensáveis para uma pele saudável, fornecem energia e calor, são necessárias para a absorção das vitaminas lipossolúveis e do cálcio. Podem ser encontradas em óleos vegetais, frutos secos (nozes, avelãs, amendoins, amêndoas, castanha de caju), cremes e manteigas à base de frutos secos (manteiga de amendoim, creme de avelãs) e margarinas veganas.

Ácidos gordos essenciais: Limitam o excesso de formação de colesterol no sangue. Encontram-se presentes em milho, nozes, óleos vegetais, amendoins, sementes de sésamo e sementes de girassol.


Minerais:

Cálcio: É necessário ao desenvolvimento e crescimento dos ossos e dentes, à coagulação normal do sangue e ao bom funcionamento dos músculos. O nosso organismo não pode absorver o cálcio sem a presença da vitamina D. O cálcio pode ser encontrado em agriões, ruibarbo, beterraba, espinafres, brócolos, couve chinesa, couve portuguesa, cebola crua, couve crua, pepinos, feijão verde, salsa, aipo cru, nabo, zucchini, alcachofras, vegetais de folha escura e na água da torneira em regiões de água dura.

Cobre: Intervém na produção de glóbulos vermelhos, dos ossos, do colagénio, ajuda a sarar feridas e é necessário à produção de ARN (Ácido Ribonucleíco). Pode ser encontrado em frutos secos, feijões e outras sementes, ervilhas, trigo integral, melaço, cogumelos e brócolos.

Ferro: É necessário à formação de glóbulos vermelhos e regula processos metabólicos. A vitamina C torna a absorção do ferro mais eficaz pelo organismo. O ferro encontra-se em ameixas, cereais integrais, passas, vegetais de folha escura, melaço, sementes de sésamo, farinha de soja, coco, caril, frutas secas (especialmente figos e alperces) e em vagens.

Iodo: Permite o bom desenvolvimento da tiróide e do sistema imunitário. Está presente em vegetais, mas nestes a sua quantidade depende da riqueza do solo onde foram criados. Pode ainda ser encontrado em algas marinhas, feijões, espargos, vegetais verdes e em ananás.

Magnésio: É necessário para ossos fortes, pele saudável, o bom funcionamento dos músculos e do tecido nervoso. O magnésio está presente em legumes, sementes, frutas, chá, alfafa, gérmen de trigo e cereais integrais.

Zinco: Tem um importante papel nas reacções enzimáticas e no sistema imunitário. Também ajuda a combater infecções. O zinco encontra-se em sementes e frutos secos, gérmen de trigo, levedura da cerveja, cereais integrais, vegetais verdes e amarelos, frutas amarelas, abóbora e sementes de sésamo, lentilhas.


Referências:
http://www.vegansociety.com/html/food/nutrition/
http://animal-ingredients.hypermart.net/
http://vegan.uchicago.edu/nutrition/01.shtml



Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-295-Uma%2Balimenta%25E7%25E3o%2Bvegana%2Bsaud%25E1vel.html

Regras

Decidi criar regras para este meu processo:
1) De segunda a quinta vou me despedir de pratos não veganos. Todo prato deverá ser riscado da minha dieta.
2) Toda sexta passarei o dia inteiro como vegana. Devo experimentar um prato novo cada sexta.
3) Os fins de semana serão livres, tanto posso experimentar pratos veganos como posso comer pratos não veganos sem necessariamente me despedir.

RESSALVA: Eu que decido se o prato foi suficiente para representar "toda a classe" daquele alimento ou se foi apenas "aquela espécie". Exemplo: já me despedi da pizza de calabreza da domino's, mas pretendo me despedir da pizza de calabreza da pizzahut também... =)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Primeiro choque

Cheguei em casa toda feliz contando para minha mãe. Ela estava terminando de preparar meu prato predileto (quase exclusivo): Caldo de Feijão com batata frita. Ela me olhou e disse "vai ficar sem seu feijão?". Eu com ar superior: "desde quando feijão é de origem animal, mãe?". Ela: "Bom, esse que você gosta eu cozinho com carne". Oh, my God... já experimentei um feijão feito diferente e achei horrível. Será que só gosto deste por conta do tempero feito com a carne? O que farei? Minha mãe já está em busca de novas formas de se cozinhar o feijão carioca para substituir meu ingrediente, que era até então essencial. Sugestões, sugestões...